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Andréa Thomé Psi

Psicóloga, professora, espiritualista e apaixonada por cuidar de pessoas. Quero compartilhar vida com você!

mês

julho 2015

Recomeços …

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Ando pensando muito em recomeçar.

Não aconteceu nada excepcional em minha vida. Nenhum problema novo ou grave, nenhuma surpresa, nada mudou visivelmente. Mas tenho experimentado um processo de mudança interno, como se as minhas “antigas vestes já não me coubessem mais”.

Uma vontade de fazer diferente, de alterar rumos, escolher outras coisas.

Tenho conversado com pessoas, interagido muito nas redes sociais, especialmente no meu grupo do facebook “Estou com câncer. E agora?” E com isso tem crescido as tais reflexões.

E estou concluindo que preciso recomeçar algumas coisas. Fazer escolhas mais saudáveis para meu corpo, minhas emoções e meu espírito. Buscar comer melhor, me exercitar mais, ter mais tempo para lazer e nadismo, talvez não trabalhar menos, mas de forma diferente. Enfim, recomeçar!

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Como vocês sabem, eu montei um grupo no facebook para compartilhar informações e acolher pacientes e familiares que convivem com o câncer. O grupo tem crescido muito em participantes e, principalmente, em interações entre as pessoas, o que me deixa muito feliz!

Para participar, clique aqui: https://www.facebook.com/groups/1603782839874106/

Ontem eu recebi de uma participante do grupo um vídeo curto, com imagens de pessoas carecas, falando de um concurso que a família dela está fazendo, para descobrir a melhor careca, seja de pacientes que estão fazendo quimioterapia ou não. Tudo isso num clima de leveza e bom humor que dá gosto! No final do texto eu vou colocar o link do vídeo e os contatos dela, para quem quiser enviar fotos de carecas para o concurso.

Mas o que eu queria comentar contigo é sobre atitude. Ao ver aquele vídeo eu comecei a refletir no quanto a nossa atitude com relação aos acontecimentos faz toda a diferença.

Nada em si é bom ou ruim, o que determina isso é a nossa atitude perante o fato. Por exemplo, ganhar na loteria pode ser uma coisa muito boa, caso a pessoa aproveite aquele dinheiro para viver mais feliz, ou pode ser um grande problema, caso ela não consiga lidar com o prêmio de forma saudável.

Assim também é com o câncer, sabia? Na pesquisa da minha dissertação de mestrado eu entrevistei muitos pacientes, homens e mulheres, de faixas etárias diferentes, em etapas diferentes do tratamento. E a grande maioria deles dizia que o câncer foi uma das melhores coisas que poderia ter acontecido na vida deles.

Te parece estranho? Pois para eles era de uma clareza cristalina! Ao se verem doentes, diante da possibilidade real de finitude, eles começaram a refletir sobre a vida. Sobre seus valores e desejos. E perceberam que era necessário fazer mudanças, desviar rotas, buscar outros caminhos.

Esses pacientes buscaram se aproximar das pessoas que lhes eram caras, fazer atividades prazerosas, rir mais (de situações, dos outros e sobretudo de si mesmos), transformar, encarando de forma positiva algo que poderia ser negativo.

Mas sei que também há pessoas que reagem de forma totalmente oposta, sentindo-se vítimas do mundo, injustiçadas, que ficam presas na reclamação e não conseguem sair dessa teia. Tais pacientes reagem pior ao tratamento, sofrem mais com efeitos colaterais e mal estar, tem uma qualidade de vida muito inferior à que poderiam ter caso sua atitude mental fosse mais positiva.

Esse texto não é apenas para quem está passando por um tratamento oncológico. É para qualquer um. Todos nós passamos por períodos difíceis na vida, reveses, perdas, dores variadas. Isso faz parte de viver e não temos como evitar. Mas podemos encarar de forma positiva, leve, vislumbrando possibilidades melhores. Isso só depende de cada um. Nada nem ninguém podem tirar de você o poder de viver bem, de ser feliz, de extrair da vida o que ela tem de melhor para te oferecer.

Pense nisso e escolha suas atitudes com cuidado!

https://www.facebook.com/marie.proffit.5/videos/vb.100001007891612/980599751983612/?type=2&theater

email: marie.proffit@bol.com.br e instagram @marie.proffit

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Na verdade não, é relativamente fácil manter uma pessoa a seu lado por quanto tempo você quiser. Pode-se conseguir isso amorosamente, mas também fazendo chantagem, cobrando, impondo, se submetendo e outras formas tão estranhas quanto.

A questão é: vale a pena?
Você realmente é uma pessoa de tão pouco valor que só consegue o afeto e a presença de alguém a seu lado dessa forma?

Eu tenho um tipo de lema de vida, há muito tempo. Adoro ter pessoas comigo, conviver, compartilhar a vida. Mas desde que a pessoa também queira. Caso contrário não me serve.

Isso vale para filhos, amigos, amores, funcionários e qualquer outra categoria.
Não vou mentir que eu não sofra em algumas situações. Que não tenha impulsos de fazer diferente, mas ainda bem que não cedo a eles, senão me arrependeria.
Quando minha filha foi morar em outro país, por exemplo, fiquei com o coração partido. Se eu tivesse feito uma chantagem emocional talvez ela não tivesse ido, ou fosse e ficasse se sentindo culpada, mas isso não compensa. Muito melhor eu aprender a lidar com a saudade e vê-la feliz na vida que escolheu.

Também já me aconteceu de ser chantageada, forçada, ter situações impostas, mas procuro resistir a isso com todas as minhas forças, porque também só dou meu afeto e minha presença quando meu coração quer.

Afeto e companhia só valem a pena se forem dados de bom grado, espontaneamente. Ponha isso na cabeça e ouça o seu coração. Ele sempre sabe o que é melhor pra você!

Hoje eu quero propor que você tente ver a vida com outros olhos, prestando atenção às cores.
Se for possível, tente até falar as cores para você mesmo. Como na imagem acima: vermelho, verde, azul, bege…
Você vai ver que o mundo adquire uma graça diferente. Fica muito mais bonito!
E depois, se quiser, me conte aqui que cor ou cores te chamaram mais a atenção. Onde estavam? Que emoções despertaram?
O mundo é lindo e colorido, pra que só ver os tons de cinza?
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Moço, quanto é o quilo do amor?

Hoje quero comentar sobre um assunto que me ocorreu ontem de manhã, quando eu estava fazendo feira. Pois é, um dos meus programas favoritos aos sábados de manhã é fazer feira. Frequento a mesma há mais de 30 anos, sou amiga dos feirantes de quem mais compro e é uma alegria para mim estar lá, entre frutas, verduras, doces, pastéis, café sendo torrado na hora, espalhando aquele delicioso cheirinho no ar. Meu avô já frequentava essa feira, depois meus pais e agora eu. Mesmo tendo morado 11 anos longe da minha cidade, quando voltei foi como se o tempo não tivesse passado. As mesmas pessoas, a mesma alegria, a mesma sensação de estar em casa.

Mas vamos ao que interessa. Eu estava na banca de verduras quando chegou um casal de meia idade, para escolherem umas batatas. Ver casais na feira é a coisa mais comum. Principalmente assistir aquela guerra silenciosa, em que a mulher pega algo para comprar e o marido tira, dando um jeito de conter o consumo. Mas esse casal era especial.

Não eram muito bonitos, nem chamavam a atenção pelas roupas ou qualquer outro item visual, mas transbordavam carinho um com o outro. Quando dei por mim eu estava observando encantada a demonstração do amor deles de forma tão simples e tão explícita. Aquela intimidade dos seres que não precisa ser dita, mas que a gente percebe em cada gesto, como quando ele chegou por trás dela e ela imediatamente jogou a cabeça para trás, já sabendo que ganharia um beijo no rosto.

Não me contive e os parabenizei, desejei que Deus continuasse abençoando a união dos dois. Ele agradeceu e deu outro beijo na cabeça dela. E ela (como sempre nós somos mais falantes) contou que uma amiga disse que quando vê um casal da idade deles de mãos dadas pensa logo que é namoro recente, depois de uma separação, e que eles gostam muito de manter esse carinho ao longo de vários anos de casamento. E ele acrescentou que é muito importante para o relacionamento. Eu concordei, disse que é preciso sim cuidar bem do amor.

E é sobre o amor que eu quero falar hoje. Começo com uma pergunta: porque depois de sentir que a pessoa amada está ‘conquistada’ a gente descuida tanto do amor?

No começo é tudo tão bom, muito carinho, palavras gentis, atenção quando se está próximo e também quando não, palavras elogiosas, sorrisos e beijos a cada momento. Mas com o passar do tempo há o descuido, já não se guarda o melhor sorriso e as palavras gentis para o ser amado, ao contrário, há a ausência de demonstrações de afeto, pela falsa ilusão de que “claro que ele(a) sabe que gosto dele(a), não preciso dizer/demonstrar!”. Há inclusive quem se deleite em falar tão mal dele(a) que chega a constranger o interlocutor.
Me pergunto se as pessoas não percebem que, ao falarem mal de quem está com elas, estão passando um atestado de burrice e/ou mau gosto, pois se a pessoa é tão ruim, porque continuar ao lado dela?

Há quem não sossegue enquanto não encontra uma razão para brigar, discutir, ficar de mal. É tão ruim ficar de mal! Mas há pessoas que dizem que é ótimo, para fazer as pazes depois. Eu não concordo com isso, sabe? Penso que a cada discussão sem razão, a cada briga, a cada troca de acusações vai começando a surgir pequenas rachaduras no sentimento. E uma hora, quando menos se espera, ao olhar para aquele que deveria ser uma das pessoas mais caras de nossa vida, nos deparamos com um estranho e a pergunta: o que eu estou fazendo ao lado dessa pessoa?

Na vida não há certezas, aliás, há. Como dizia Jean Paul Sartre, filósofo francês, é certo que um dia nós vamos nos separar. Pela vida ou pela morte, mas vamos. O problema não é a separação, que é inevitável, a questão principal é como queremos viver nosso amor até lá? Queremos ser duas pessoas coabitando no mesmo espaço ou dois eternos namorados, cuidando com o carinho de mãos jardineiras das flores do outro, como o casal que eu encontrei na feira? Queremos passar pelos dias ruins, nublados e problemáticos, sozinhos ou contando com o apoio de quem nos ama, mesmo que seja apenas na forma de um aperto de mão, uma massagem nos ombros, um sorriso que nos reafirma que, aconteça o que acontecer, estaremos ali a seu lado?

E isso não depende de sorte, mas de investimento. Investimento afetivo, investimento de tempo, investimento do que há de melhor em nós em busca do melhor do outro. E mesmo que você tenha deixado essa magia escapar, há como resgatar o encanto, se ambos estiverem interessados e empenhados nisso.

Eu gosto muito de indicar a pessoas que me procuram com problemas assim no relacionamento, um  vídeo curto, da série de Nelson Rodrigues, A vida como ela é,  que foi ao ar no Fantástico há muitos anos, chamado A divina comédia.

(Se quiser assistir, clique aqui!)

Por fim, eu quero dizer que vale muito a pena investir no amor, no carinho, na vivência cotidiana do afeto. E embora eu tenha falado mais em amor de casal, manter o carinho é importante para qualquer relacionamento, seja entre pais e filhos, irmãos, primos, avós e netos, amigos… Afeto nunca é demais! E tê-lo em nossa vida nos faz muito, muito mais felizes!

Eu gostaria muito de saber o que você achou desse texto, o que você pensa sobre o assunto, se você quer sugerir outro tema…

Estou com câncer… E agora?

Eu tenho recebido muitas mensagens de pessoas que passam por esta situação: “Estou com câncer… e agora?”. Isso mexe muito com meu coração. Sou completamente apaixonada por atender pacientes oncológicos há muitos anos. Então, por essa razão, decidi abrir um grupo no facebook para trocarmos experiências sobre esse assunto.

Pela minha experiência profissional, poucas coisas na vida assustam tanto quanto um diagnóstico de câncer. É como um terremoto ou uma forte tempestade. A única certeza que a pessoa tem é que a vida nunca mais será a mesma.

Infelizmente, poucos serviços de atendimento ao paciente oncológico contam com o suporte de profissionais da psicologia, tanto nesse momento inicial como durante todo o tratamento. Nos locais onde existe esse atendimento, os pacientes costumam reagir muito melhor à notícia, aderem mais ao tratamento e lidam de forma mais positiva com todo o processo pelo qual irão passar.

Tenho algumas sugestões a dar, sendo que a primeira delas é: não vá fazer buscas no google sobre os nomes técnicos que estão no seu exame. Nem todas as informações que você encontrar são fidedignas, cada caso é um caso e só um médico oncologista é quem poderá dar uma opinião adequada a você. Mas se, por acaso, você não se sentir seguro(a) com o que o médico te disser, busque uma segunda e até mesmo uma terceira opiniões, mas não mais que isso, senão ao invés de clarear as coisas pode é causar mais confusão na sua cabeça.

Quero participar do grupo no Facebook “Estou com câncer. E agora?”

Faz toda a diferença do mundo quem são os profissionais que vão cuidar de você! Em primeiro lugar, é fundamental que haja empatia, que você goste do(a) médico(a), que ele te dê espaço para perguntar, que explique numa linguagem acessível tudo o que você quiser saber. Obviamente a qualidade técnica do profissional é imprescindível, ele tem que ser um bom médico(a), mas estou falando de algo além disso. Falo de humanidade, de simpatia, de respeito e consideração pelo paciente. Esse profissional vai te acompanhar por meses e até anos, então a sintonia entre vocês é importante.

Se ele tiver uma equipe multiprofissional, melhor ainda, porque esses profissionais provavelmente falam entre si, trocam informações sobre o paciente e podem oferecer um tratamento mais completo. Mas se não houver uma equipe, procure você mesmo(a) ter sua equipe de apoio.

Considera-se que alguns profissionais são fundamentais para formar essa equipe. São eles: enfermagem, fisioterapia, nutrição, psicologia e outros, dependendo do caso. Em cânceres de cabeça e pescoço, por exemplo, a fonoaudiologia é muito necessária. Para apoio quanto a questões legais e sociais o serviço social também e assim por diante.

Se em seu município não há esses profissionais na rede pública e você não tem condição financeira para contratá-los ou não tem plano de saúde, busque o Ministério Público e faça sua solicitação, explique sua necessidade. Os promotores são preparados para auxiliar os cidadãos em suas necessidades e podem conseguir esses atendimentos para você.

Quero participar do grupo no Facebook “Estou com câncer. E agora?”

Não tenha medo de procurar sua equipe quando sentir necessidade. Tendo cuidado, claro, com horários e dias. Não é legal ficar importunando, mandando mensagens em finais de semana e horários impróprios, a menos que o profissional tenha dito a você que poderia fazê-lo. Mas nos horários comerciais, procure sempre que sentir necessidade.

Uma última sugestão: não tire conclusões precipitadas! A nossa mente é capaz de milhões de pensamentos em alguns minutos. Não permita que só pensamentos ruins tomem conta dela. Eu sei que você se sente assustado(a), que tem medo do futuro, que tem muitas incertezas, mas se você alimentar pensamentos negativos, tudo isso pode piorar.

Procure pessoas otimistas, de bem com a vida, que possam te passar mensagens de força, fé e esperança.

Vale parentes, amigos, líderes religiosos, pessoas que você respeita e em quem confia. Busque neles o apoio nesse e em todos os momentos que sentir necessidade. E, se possível, comece um acompanhamento psicológico o quanto antes. Vai te ajudar em todos os momentos do tratamento.

Se você quiser participar, ou conhece alguém que poderia se beneficiar dele, não guarde essa mensagem só pra você, compartilhe. Pode fazer muita diferença na vida de alguém. Se quiser sugerir assuntos para postagens e textos, será um prazer.

#diganaoaopreconceito

Eu tive a sorte de nascer desprovida ou com pouquíssimos preconceitos, sem que ninguém me ensinasse isso.

Desde criança levei a fama (merecida) de defensora dos fracos e oprimidos.

E à medida que o tempo foi passando, mais esse sentimento de que somos todos “farinha do mesmo saco” ficou forte em mim.

Se você tem ou propaga Pré-conceitos, tente refletir sobre eles.

1 – Fazem realmente sentido?

2 – Esse sentimento é seu ou te foi ensinado e você nunca questionou?

3 – Todas as pessoas de uma determinada categoria são realmente iguais?

4 – Se uma pessoa que você ama fosse (a coisa contra a qual você tem preconceito) sua opinião seria a mesma?

E tente entender que há características que simplesmente são, não se pode escolher.

Eu confesso que tenho mau conceito. De pessoas desonestas, maldosas, preconceituosas, mal educadas, grosseiras, arrogantes e outras coisas mais, que podem ser escolhidas e modificadas.

Mas não faço distinção de etnia, orientação sexual, local de nascimento, tipo físico, d-eficiências e tantas outras características que todos nós temos.

Pensemos sobre isso!

diganaoaopreconceito

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